Deixando para trás velhos Preconceitos
O Brasil terminou os jogos
em 7º lugar, uma marca histórica, deixando para trás grandes potencias e dando
um banho no sentido mais literal da palavra nos atletas da delegação brasileira
que disputaram os jogos Olímpicos ou “normais”. Delegação esta com atletas de
ponta, considerados favoritos ao ouro em suas categorias, os ditos capazes.
A celebração máxima do
esporte, a união das nações deixa além de fortes emoções, beleza e superação
uma lição de vida e aprendizado para o Mundo e para as novas gerações - Ninguém
é melhor que ninguém; nenhum ser humano é mais ou menos capaz. Cada um tem
limitações e habilidades diferentes. O que vimos nos atletas Paralimpícos foi
uma extrema vontade de viver, superar seus limites e honrar seu país.
Não sou muito adepto da
palavra deficiência, prefiro dizer que a pessoa humana possui uma limitação
física ou mental que a impossibilita de desenvolver uma determinada atividade
ou função, nada mais. Como disse o velocista Oscar Pistorius, especialista dos
400 metros, que disputou a competição nas duas edições Olímpicas e Paralimpícas.
Segundo ele a Paralimpíada é uma oportunidade de mudar a “percepção de muitas
pessoas não apenas sobre o esporte paralimpíco, mas sobre as pessoas que vivem
com uma deficiência”. Ou seja, é hora do nosso país olhar para o futuro, um
futuro próximo deixando de ver a pessoa com deficiência como coitadinho e passe
para a esfera da respeitabilidade, da melhor estrutura para o desenvolvimento e
independência destas pessoas, melhor qualidade de vida.
Muito em breve seremos um
país de idosos ativos, as mulheres conquistam cada vez mais espaço, as minorias
conhecem mais os seus direitos e deveres por isso cobram mais. Isso exige uma
política social mais justa, que respeite e promova à igualdade de direitos garantindo
as especificidades e fazendo jus ao título de país democrático.
Queremos deixar no século
passado antigos preconceitos. Esperamos ter aprendido com Londres não só a
celebrar o esporte com todos os povos mais que, além disso, cheguemos em 2016
como um País que esteja realmente preparado para realizar a maior feste do
Esporte Mundial sabendo tratar bem o seu povo independente de credo, religião
ou qualquer outra opção.
Pensando desta forma deixo aqui uma fala de Jacobus
tenBroek dita quando era professor da Universidade da Califórnia:
O mundo em que os deficientes têm o direito de viver é o
das ruas, avenidas, escolas, universidades, fábricas, lojas,
escritório, prédios e serviços públicos, enfim, todos os lugares
onde as pessoas estão, vão,
vivem, trabalham e se divertem.
E, acreditando nisso acredito na humanidade,
acredito que podemos ser melhores.
Melhores na igualdade pela diferença.
Até a próxima,
Anderson Oliveira
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