terça-feira, 18 de setembro de 2012

Deixando para trás velhos Preconceitos


Deixando para trás velhos Preconceitos

 Os jogos Paralimpícos de Londres 2012 mostrou par ao Brasil e para o mundo que não cabe mais para as novas gerações e para este novo século um comportamento preconceituoso, excludente que considere a pessoa portadora de alguma deficiência menos incapaz, inferior ou desigual.

O Brasil terminou os jogos em 7º lugar, uma marca histórica, deixando para trás grandes potencias e dando um banho no sentido mais literal da palavra nos atletas da delegação brasileira que disputaram os jogos Olímpicos ou “normais”. Delegação esta com atletas de ponta, considerados favoritos ao ouro em suas categorias, os ditos capazes.

A celebração máxima do esporte, a união das nações deixa além de fortes emoções, beleza e superação uma lição de vida e aprendizado para o Mundo e para as novas gerações - Ninguém é melhor que ninguém; nenhum ser humano é mais ou menos capaz. Cada um tem limitações e habilidades diferentes. O que vimos nos atletas Paralimpícos foi uma extrema vontade de viver, superar seus limites e honrar seu país.

Não sou muito adepto da palavra deficiência, prefiro dizer que a pessoa humana possui uma limitação física ou mental que a impossibilita de desenvolver uma determinada atividade ou função, nada mais. Como disse o velocista Oscar Pistorius, especialista dos 400 metros, que disputou a competição nas duas edições Olímpicas e Paralimpícas. Segundo ele a Paralimpíada é uma oportunidade de mudar a “percepção de muitas pessoas não apenas sobre o esporte paralimpíco, mas sobre as pessoas que vivem com uma deficiência”. Ou seja, é hora do nosso país olhar para o futuro, um futuro próximo deixando de ver a pessoa com deficiência como coitadinho e passe para a esfera da respeitabilidade, da melhor estrutura para o desenvolvimento e independência destas pessoas, melhor qualidade de vida.

Muito em breve seremos um país de idosos ativos, as mulheres conquistam cada vez mais espaço, as minorias conhecem mais os seus direitos e deveres por isso cobram mais. Isso exige uma política social mais justa, que respeite e promova à igualdade de direitos garantindo as especificidades e fazendo jus ao título de país democrático.

Queremos deixar no século passado antigos preconceitos. Esperamos ter aprendido com Londres não só a celebrar o esporte com todos os povos mais que, além disso, cheguemos em 2016 como um País que esteja realmente preparado para realizar a maior feste do Esporte Mundial sabendo tratar bem o seu povo independente de credo, religião ou qualquer outra opção.

Pensando desta forma deixo aqui uma fala de Jacobus tenBroek dita quando era professor da Universidade da Califórnia:                                          

                                                                   O  mundo em que os deficientes  têm o  direito de viver  é  o

                                                                   das  ruas, avenidas, escolas,  universidades, fábricas,  lojas,  

                                                                   escritório, prédios e serviços públicos, enfim, todos os lugares  

                                                                   onde  as pessoas estão, vão, vivem, trabalham e  se divertem.

 
 

 E, acreditando nisso acredito na humanidade, acredito que podemos ser melhores.

 

Melhores na igualdade pela diferença.
                                                                          

    Até a próxima,

                                                                         Anderson Oliveira

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